Cursos do MIS relacionados ao universo dos quadrinhos tem desconto

Cursos do MIS relacionados ao universo dos quadrinhos tem desconto

O MIS – instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo – está com inscrições abertas para sete cursos relacionados ao universo das HQs e, até o dia 25 de janeiro, oferece um desconto para todos que visitaram a exposição Quadrinhos, em cartaz no museu até 31 de março de 2019.

O desconto é de 10% e para utilizá-lo os interessados devem inserir o código QUADRINHOS10 no momento da compra e apresentar o ingresso no início das aulas.

Entre as opções estão Criação de personagensFolclore e identidade nos quadrinhosHistória em quadrinhos: gênero e representaçãoA história do século XX pela perspectiva dos quadrinhosA sua história em quadrinhos, Literatura, HQ e a complexidade humana: diálogos possíveis e A história do Jornalismo em Quadrinhos e sua prática. Os cursos são de curta duração e o investimento a partir de R$ 80,00. As inscrições para estes e outros cursos podem ser feitas diretamente no site do MIS.

Confira abaixo os cursos participantes:

Criação de personagens

Data: 16 a 30 de janeiro de 2019
Horário: Segundas e quartas, das 18h às 21h | 5 encontros
Local: sala de interface (20 vagas)
Valor: R$ 150,00

Sinopse: Este curso visa capacitar os alunos a desenvolver personagens, com base em personagens emblemáticos de obras de linguagens diversas. Para isso, várias personagens e seus contextos culturais e de significação dentro da obra à qual pertencem serão examinados, construindo a perspectiva dos mesmos como modelos de inspiração. Parâmetros claros de apropriação e de reconstrução criativa serão fornecidos e os alunos serão estimulados a produzir conteúdos autorais.

Folclore e identidade nos quadrinhos nacionais
Data: 21 a 30 de janeiro de 2019

Horário: segundas e quartas, das 19h30 às 22h | 4 encontros
Local: Auditório LABMIS (64 vagas)
Valor: R$ 100,00

Sinopse: Quadrinhos sempre foram uma forma de expressão efervescente e poderosa do pensamento de um povo ou de uma época. No Brasil, não é diferente: há mais de um século, dividimos nossas histórias, crenças e vontades em quadrinhos para todas as idades, nas mais diversas mídias. Em quatro encontros, a professora Cláudia Fusco explora a natureza do folclore e da identidade nacional embutida nas HQs que fizeram história no nosso país e representaram, de forma inteligente, sarcástica e bem-humorada, o que é, afinal de contas, ser brasileiro.

Literatura, HQ e a complexidade humana: diálogos possíveis
Data: 22 a 31 de janeiro de 2019

Horário: Terças a quintas, das 19h às 22h | 4 encontros
Local: Auditório LABMIS (64 vagas)
Valor: R$ 80,00

Sinopse: A partir da discussão de obras artísticas no formato de História em Quadrinhos (HQ) e de suas adaptações para o cinema, o curso tem como objetivo estimular reflexões, sobre a complexidade da realidade humana, bem como expor aspectos literários do HQ. Nesse contexto, serão abordadas duas obras: Meu amigo Dahmer, de Derf Backdevf, e O corvo, de James O’Barr. As obras trazem personagens com perfis psicológicos marcantes, narrando o humano de maneira ímpar. Cada uma, com sua motivação, segue uma trajetória no limiar da sanidade e loucura que, em certa medida, todos nós já experiênciamos. 

Histórias em quadrinhos: gênero e representação
Data: 4 a 27 de fevereiro 2019

Horário: Segundas e quartas, das 19h às 22h | 08 encontros
Local: Auditório LABMIS (64 vagas)
Valor: R$180,00

Sinopse: O objetivo desse curso é discutir a representação de gênero nas histórias em quadrinhos, o impacto da representatividade nesse mercado, e como as HQs podem ser uma ferramenta potente no debate sobre igualdade e equidade de gênero. Convidadas: Helô D’Ângelo, Lila Cruz e Daniela Cantuaria (Ugra Press). Professora: Gabriela Borges.

A história do século XX pela perspectiva dos quadrinhos
Data: 19 a 28 de fevereiro de 2019

Horário: terças e quintas, das 19h às 22h (04 encontros)
Local: Auditório LABMIS (64 vagas)
Valor: R$100,00

Sinopse: Através de seis obras centrais apontando os principais fatos do século XX, divididas em 04 encontros, o professor Eduardo Molina introduz os alunos ao mundo das histórias em quadrinhos e seus principais conceitos, o imperialismo e o neocolonialismo europeu no século XIX, resultando nas causas da I Guerra Mundial, as duas grandes guerras, a guerra fria e a política americana na segunda metade do século e o atentado do 11 de setembro, que define a nova forma de se ver o mundo no início do século XXI.

A sua história em quadrinhos
Data: 12 a 28 de março de 2019

Horário: Terças e quintas, das 19h às 22h (06 encontros)
Local: sala de interface (15 vagas)
Valor: R$180,00

Sinopse: O curso aborda os aspectos estruturais e definidores das histórias em quadrinhos, apresentando técnicas fundamentais para o desenvolvimento de uma narrativa gráfica. Os alunos serão motivados a explorar diversas possiblidades de criação para suas HQs, a fim de encontrar e amadurecer seu próprio processo criativo. Isso os levará ao debate de ideias, promovendo uma troca de informações que será mediada pelo professor, que também apresentará minúcias de seu processo de criação para estabelecer um referencial ao aluno.

A história do Jornalismo em Quadrinhos e sua prática
Data 11 de março a 03 de abril de 2019
Horário 
Segundas e quartas, das 19h às 22h | 08 encontros

Local: sala de interface (25 vagas)
Valor: R$ 150,00

Sinopse: A proposta do curso é apresentar o contexto histórico em que o jornalismo em quadrinhos se desenvolveu como linguagem, fazendo um retrospecto de referências do século XVI até os dias atuais. No curso, serão abordadas as técnicas necessárias para produção de HQs jornalísticas, estudos de casos e de mercado, além da produção na prática de uma matéria em quadrinhos passando por todas as etapas do processo. Professor: Alexandre de Maio.

Sobre a exposição Quadrinhos apresenta uma ampla retrospectiva da 9ª arte contada através de revistas, artes originais e itens raros dos diversos gêneros das HQs – super-heróis, infantis, terror, aventura, romance, mangá, faroeste e muitos outros – em ambientes temáticos e imersivos que ocupam todas as áreas do Museu, apresentando também a influência das HQs na cultura pop e em outras mídias como cinema e TV. Concebida pelo MIS com curadoria de Ivan Freitas da Costa e expografia da Caselúdico, a megaexposição fica em cartaz  até 31 de março de 2019.

CURSOS MIS: QUADRINHOS
Mais informações e inscrições acesse o site do MIS  ou pelo email cursos@mis-sp.org.br

Abraços do Quadrinheiro Véio

Panini inicia a pré-venda do Box Thanos: Trilogia do Infinito

Panini inicia a pré-venda do box Thanos: Trilogia do Infinito

O lançamento oficial da saga do maior vilão da Marvel ocorre durante a CCXP

Durante a CCXP – maior evento de cultura pop do mundo – a Panini apresenta o lançamento oficial do box Thanos: Trilogia do Infinito, que traz a história do maior dos vilões da Marvel e a saga que serviu de base para o filme Vingadores: Guerra Infinita. A partir de hoje, 26 de novembro, os fãs podem adquirir a série, que tem edição limitada, no site da Panini: www.lojapanini.com.br.

Os 3 livros de capa dura: Desafio Infinito, Guerra Infinita e Cruzada Infinita trazem a fúria implacável do vilão Thanos, personagem da Marvel temido por todo o Universo. Para a aberração de pele roxa e queixo enrugado, também conhecida como Titã Louco, não há nada que impeça os seus planos, nem mesmo a maior reunião de heróis que já existiu.

O box terá o valor de R$ 390,00 e será vendido apenas na loja on-line da editora e durante a CCXP 2018. As entregas das compras on-line acontecerão a partir de 12 de dezembro.

Imagina se eu não quero isso ? Panini, me manda pra UNBOXING e resenha aqui no blog.

Abraços do Quadrinheiro Véio !

Exposição QUADRINHOS no MIS em SP – Eu já fui !

Exposição QUADRINHOS

Estive visitando a Exposição Quadrinhos do MIS ( Museu da Imagem e do Som ) em São Paulo durante uma visitação exclusiva pra imprensa especializada e achei simplesmente fantástica. Fomos muito bem recebidos pelos produtores, pelo curador da mostra, Sr. Ivan Freitas da Costa que além do desapego de compartilhar conosco itens de sua coleção pessoal, ainda é sócio-fundador da CCXP e da Chiaroscuro Studius.

Visitar o MIS e conhecer a Exposição Quadrinhos é simplesmente obrigatória pra todo e qualquer fã de Quadrinhos. Não existe a menor possibilidade de você não emocionar. E a Exposição é tão grande, que não tem como curtir ela por inteiro, e na sua profundidade em apenas 1 dia de visita.

Mas melhor do que te contar o que é, resolvi te mostrar. Fiz um vídeo mostrando a mostra toda e você pode conhecer ao passar no canal ou ver aqui mesmo.

Quadrinhos
Data 
14 de novembro de 2018 a 31 de março de 2019
Horário
 terças a sábados, das 10h às 20h (com permanência até às 22h); domingos e feriados, das 9h às 18h (com permanência até às 20h);
Local Espaço Redondo, Espaço Expositivo 1º andar e Espaço Expositivo 2º andar

Valor R$ 14 (inteira) e R$ 7 (meia-entrada)

Recomendo fortemente.

Abraços do Quadrinheiro Véio !

Obrigado, Stan Lee

Stan Lee morreu.

Então… não sei bem como começar a escrever sobre o significado de Stan Lee pra um leitor das antigas. Está cheio de site noticiando sua morte, e acho que neles você vai saber mais sobre o que houve e sobre a carreira dele. Se quiser conhecer mais sobre o criador da Marvel, Homem-Aranha e cia, aqui não é o lugar.

Como todos os posts deste blog, este também é um post pessoal, emocional e de opinião. Stan Lee esta na minha vida desde sempre. Desde que comecei a ler. Desde meu primeiro gibizinho, desde os primeiros Homem-Aranha da Editora Abril. Nos idos dos anos 80, era o único nome que eu sabia e conhecia. E reconhecia. Era sempre apontado e lembrado como o criador dos principais personagens da Marvel, inclusive da própria Marvel.

E ele parecia tão bem sempre que aparecia que esta noticia pegou de surpresa. Estou escrevendo isso aqui ainda sem realmente ter “caído a ficha” dentro de mim. É um vazio enorme, uma referência e uma segurança. Mesmo que ele não tenha feito quase nada nos anos mais recentes, ele é um símbolo. Era um resquício de uma época onde a criatividade era diferente, rara de se chegar às pessoas. Época onde a qualidade realmente era necessária pra que algo durasse. Época do pensar, do desafio criativo, da abertura sobre o inusitado. Onde o absurdo povoava nossas imaginações. Época em que uma aranha radiativa poderia tornar um adolescente num herói. Onde a bomba gama não matou, mas criou um herói conturbado. Época em que uma família ousou singrar o espaço e em troca, mutou e salvou o planeta incontáveis vezes. Salvou o mundo. Meu mundo.

E no cerne de todos estes, era ele quem estava lá. O deus Marvel. Criou tantas vidas no papel, mudou e enfeitou tantas vidas de carne, inspirou tantos corações e incentivou tantas mentes que não é algo plausível que ele tenha embarcado nesta nave sem volta, partindo do mundo Terra, rumo ao mundo eterno. Stan Lee não morreu, nunca morrerá. Stan Lee tornou-se imortal do único jeito que importa.

Ele chegou, criou, mudou tudo, e seguiu em frente.

Nas palavras de uma amiga: ” Esses grandes nomes de artistas e criadores, pensadores, realizadores que estão partindo deixam a impressão que fica um vazio – parece que não temos grandes nomes para substituí-los – como se hoje em dia tudo seja muito rápido, tênue e efêmero, não permanecendo ao ponto de marcar gerações.”.

Stan Lee ainda marcará muitas gerações.

Duro é que ele não foi pra jóia da alma. Mas da alma de quem conheceu seu trabalho, ele nunca sairá.

Obrigado, Stan Lee.

Abraços do Quadrinheiro Véio.

EXCELSIOR !

Disney anuncia sua participação na Comic Con Experience 2018

Experiências de Disney, Disney•Pixar, Marvel Studios e Lucasfilm são os destaques da área de 800m2

Pelo quinto ano consecutivo, a Disney marca presença no principal evento de cultura pop do Brasil, a CCXP 2018. Nesta edição, o espaço abrigará diversos contêineres que irão proporcionar experiências dos novos filmes da Disney, Disney•Pixar e Marvel Studios. A Lucasfilm terá uma área de Star Wars e a Rádio Disney um espaço privilegiado.

No espaço dedicado à Disney, os fãs serão convidados a entrar no mundo da internet com Ralph e Vanellope, do longa de animação da Walt Disney Animation Studios, WiFi RALPH, e se divertir nos corredores iluminados como se estivessem dentro do filme, que chega às telas do Brasil em 3 de janeiro de 2019. A nova aventura de DUMBO, dirigida por Tim Burton, também ganhou uma área tematizada no local e irá apresentar o protagonista dessa história inesquecível, na qual as diferenças são celebradas e os sonhos ganham asas. Do longa live action ALADDIN, que traz Will Smith como o Gênio e Guy Ritchie na direção, o público terá acesso à lâmpada e poderá fazer suas escolhas com sabedoria.

TOY STORY 4, da Disney•Pixar, marcará presença apresentando a nova aventura de Woody ao lado de seus velhos e novos amigos. Essa história irá mostrar ao cowboy como o mundo pode ser grande para um brinquedo. Ao circular por esse espaço será possível brincar num clássico parque de diversão e treinar as habilidades de pontaria.

Na área da Marvel Studios, o público verá de perto o figurino original da Capitã Marvel utilizado nas filmagens, além da reprodução de cenários do filme para que os fãs possam tirar fotos. CAPITÃ MARVEL, chega aos cinemas brasileiros no dia 7 de março de 2019. Uma parede muito especial coberta com imagens exclusivas, que neste ano ilustram as credenciais da CCXP, celebram os 10 anos da Marvel Studios.

Lucasfilm trará uma experiência imersiva, com projeções de cenas exclusivas, acompanhadas de uma trilha sonora emocionante, que levará o público a reviver os grandes momentos da franquia Star Wars.

VIDRO, novo filme do diretor M. Night Shyamalan, que recentemente confirmou sua participação na CCXP 2018, também marcará presença no evento. O novo filme traz as narrativas de CORPO FECHADO, da Touchstone Pictures (2000), e de FRAGMENTADO, da Universal (2016) num explosivo e inédito suspense de história em quadrinhos que estreia no Brasil no dia 17 de janeiro de 2019. No estande haverá um cenário para fotos, onde os fãs poderão escolher entre ser herói ou vilão.
Além disso, o pôster especial criado pelo artista brasileiro Rodrigo Bastos Didier, também ficará exposto no local.

No sábado, dia 8 de dezembro, a Disney marcará presença em boa parte da programação do auditório principal, com uma série de painéis, conteúdos e surpresas especiais.

A Rádio Disney irá transmitir uma programação totalmente dedicada ao evento direto do São Paulo Expo, em um estúdio ao vivo por onde passarão artistas e talentos nacionais e internacionais.

Abraços do Quadrinheiro Véio

Uma Nação sob nossos Pés – Pantera Negra

Uma Nação sob nossos Pés – Pantera Negra

Eu sempre digo que quando a gente não tem algo de bom pra falar sobre algo, é melhor não falar nada. Mas, quero fazer uma resenha sobre esta importante edição do Pantera Negra e, bom… vamos lá.

Uma nação sob nossos pés que vou resenhar é o Livro 1, que reune as edição 1 a 4 de Black Panther Vol.6. Sim, este volume significa que foi a sexta vez que recomeçaram o lançamento da revista do Pantera Negra, mais precisamente em 2016. Curiosamente é também a base do filme do Pantera Negra lançado em janeiro de 2018. Sabe o que eu acho mais curioso ainda ? O filme é bom. Já a história em quadrinho… sei não.

Frustrante

Tem isso na minha análise. Eu estava ansioso e curioso pra ler esta revista, comprei o encadernado pra ver onde veio a base e fiquei bem desapontado, acho que a história é perdida e tem uma tentativa de filosofar que fica superficial e troncha. Sabe quando parece que a pessoa até quer escrever algo mais aprofundado, mas a confusão da história é tão grande e tão sem “link” precisei me esforçar pra ir até o final.

O Pantera está sem personalidade, com comportamento impulsivo e sem nenhuma grandeza como já teve um dia. Seu planejamento meticuloso e mais alguns super-poderes novos deram o fechamento que a gente não entende. Sei que são 3 “livros” pra ter a história completa e que este primeiro deixa o final em aberto por isso mesmo. Só que eu não vou ler o resto, não.

A história começa depois que T’Challa retorna ao trono, tendo ficado afastado por um tempo e sua irmã Shuri assumiu tanto a regência do trono quando como Pantera Negra. Com sua “morte“, T’Challa retorna e encontra uma nação completamente perdida e quase em guerra civil. O Killmonger já morreu nas edições anteriores e o antagonista é um Wakandano Xamã, chamado Tetu. Ele está incitando este conflito por achar que T’Challa não estava mantendo as tradições de Wakanda e estava se inclinando demais para a Ciência. E por isso, precisa sair.

Fora outros interesses de outros personagens, temos uma história que eu achei fraca, sem pé nem cabeça, longa e que deixa a gente perdido e cansado. Adoro histórias profundas, com pensamentos de reflexão. Adoro histórias simples, apenas pra entreter. Detesto história que tenta ser uma coisa, não consegue ser a outra, e fica no meio. Saca ?

Quem foi ?

Ta-Nehisi Coates é o argumentista/roteirista desta fase do Pantera. Ele é conhecido jornalista, muito premiado. Mas é notável não ser um bom escritor de quadrinhos. Ao menos esta edição não joga a seu favor. Ao menos na minha opinião. Lembrando que não sou um crítico especializado. Sou apenas um fã e leitor antigo, analisando um material isolado, segundo meus próprios critérios pessoais, ok ? Realmente não gosto, acho fraco. Não levanta algo relevante e não renova ou inova sua tentativa de tratar do moderno x tradição que é a tentativa do roteiro. O traço é de Brian Stelfreeze desenha bem, tem ângulos ótimos, mas peca num dos ítens principais pra mim: Rosto e expressão. Acho que a sequencia de quadros não ficou legal. Não gosto da anatomia que ele usa. E olha que gosto de Romita Jr e outros desenhistas que fazem comics mais estilosas e artistas. O Stelfreeze me parece que tentou fazer uma HQ de linha com ares de graphic novel e o morno ficou esquisito.

E agora, oQV ?

Bom, agora é o seguinte. Pantera Negra é um personagem forte. Sempre foi personagem C, com ares de B. Mas eu sempre adorei ver ele nas aventuras solo e dos Vingadores dos anos 80/90. Era um cara que me fazia comprar a revista só por causa dele. Queria saber dele. Mas infelizmente, de 2000 pra cá li pouco e o pouco não foi algo que eu gostei. Ao menos tem uma coisa legal neste edição da Panini: Tem a história da primeira aparição do Pantera Negra em Fantastic Four 52. Sendo sincero, espero que alguém salve o Pantera logo. E é claro que, se alguém leu os dois livros seguintes, me conta se a coisa melhora, por favor ? 

Ou… Panini, se achar legal, me mande que eu quero muito e torço demais pra que esta HQ se salve. O Pantera Negra merece.

Se quiser ler algo mais legal, tem esta resenha aqui: Quem é o Pantera Negra ?

Abraços do Quadrinheiro Véio.

Conheça o canal aqui !

Quem é o Pantera Negra ? – Hudlin & Romita Jr

Quem é o Pantera Negra ?

Esta é uma pergunta que deve estar em alta desde o ano passado, quando apareceu no filme do Capitão América 3 – Guerra Civil. Pra muitos (novos) fãs da Marvel que o cinema conquistou pra editora (?), este personagem era um total desconhecido. Do tipo TOTAL mesmo. Embora seja um personagem dos anos 70, ele também sempre foi um coadjuvante nas histórias da Marvel, principalmente nos Vingadores, chegando a se tornar membro por um período, embora sendo um monarca africano, ainda conseguia tempo pra salvar o mundo. O personagem Pantera Negra é mais um dos que Stan Lee criou em parceria com Jack Kirby,  aparecendo pela primeira vez em Fantastic Four # 52 (julho de 1966). Desta forma, sendo o primeiro personagem afro a aparecer em uma grande editora de quadrinhos. Pra mim é um personagem bom e importante, mas ainda assim mal explorado durante muitos anos até alguém colocar olho grande nele e no seu potencial e começar a dar boas aventuras a um personagem bem criado.

E a história ” Quem é o Pantera Negra? “

Sabe o que eu acho curioso ? O filme solo do Pantera Negra que saiu em janeiro é muito legal, eu achei muito bom, dou uma nota alta pra ele. E esta edição, que reune as edições 1 a 6 de Pantera Negra ( volume 4 ) é a base onde o filme foi fundamentado. Mas aí vem um lance que não entendo. O filme é excelente. A série em quadrinhos é ruim pacas. (…oi? )

Pois é, acabei de ler aqui. Tenho a coleção Salvat de Graphic Novels de capa preta, e gosto muito. Tenho muitos títulos que não li ainda, e esta semana resolvi pegar esta pra entender a base do filme. E fiquei bem decepcionado. Tudo na Marvel andou sendo re-criado nos últimos anos. E muitas coisas acabaram sendo adequadas aos filmes, já que a Marvel percebeu que muitos possíveis novos leitores viriam a partir dos filmes. Porém não esperavam que os leitores novos desistissem dos quadrinhos quando percebiam que eram bem diferentes dos filmes e por isso foram lá e mudaram os quadrinhos pra que se tornassem reconhecíveis pros leitores que chegavam. 

Eu não sou ninguém pra questionar este tipo de decisão mercadológica, mas fiquei meio em dúvida. Até onde valeria a pena perder os leitores antigos pra tentar conquistar novos ? Quem vem do cinema pros quadrinhos realmente fica ? Esta migração pode ser permanente ? Cinema tem uma característica de ser algo muito rápido. Entretenimento não seriado, em geral curto. Quadrinhos é leitura permanente, mensal. Percebo um comportamento de publico diferente em um e outro. Será que vale o risco de perder os leitores regulares e os novos não serem suficientes pra manter a editora ? 

Não sei, o tempo dirá.

Analise a parte…

A HQ tem uma história que conta um pouco da origem do Pantera Negra e sua histórica herança. Mostra como funciona Wakanda, introduz personagens, recicla outros, dá nova personalidade pra alguns. Tenta tornar grande e épico algo que não é e não precisa ser. Me incomoda demais que tudo hoje tenha que ser épico, tudo especial, grandioso. Bom, se tudo for especial, nada mais será. Não é este o desejo do Síndrome em Os Incríveis ? Será que o ego dos escritores não consegue apenas fazer boas histórias sem tentar “epicalizar” tudo ? Deixo o pensamento pra vocês.

O roteiro é de Reginald Hudlin, e na boa ? Não gostei. A tentativa de dar algum tipo de passado, recontar a origem do T’Challa, criar o primeiro encontro do Pantera Negra com o Capitão América durante a Guerra e etc… soam muito forçadas. Hudlin tem maior experiencia em cinema e seriados, sendo roteirista e diretor. Nos quadrinhos, mesmo sendo o responsável pelo casamento do Pantera Negra com o a Tempestade dos X-Men, não consegui ver a história como sendo “grande“, mas como uma tentativa de ser. Tentaram dar uma escala muito grande pro personagem e ficou muito forçado. O cara ficou tão grande que você acha, seriamente, que ele poderia vencer todo mundo da Marvel sem derramar uma gota de suor. Horrível.

Quem me acompanha no blog e no canal ( aqui ) sabe que raramente reclamo de algo, procuro ver o lado bom. Foi difícil ver algo bom aqui. Hudlin faz excelente trabalho na TV e cinema. Gosto do trabalho dele, mas nesta mini-serie em especial, não foi legal. Não pense que julgo o trabalho todo dele. Este post fala apenas do trabalho dele nesta edição.

Romitinha !

O desenho é do sempre controverso John Romita Jr. Este cara é o mais 8 ou 80 que eu conheço. Ou a gente gosta muito, ou é um terror de ver. Esta edição fica no meio. Embora com grandes quadros memoráveis, está longe de ser um dos melhores trabalhos do Romitinha. Um inconstância no traço deixa a gente achando que muitas pessoas desenharam ao mesmo tempo que as vezes a gente até relembra de “O homem sem medo” em alguns momentos. Está bonito, mas não é o melhor trabalho dele, não.

Veredito

Amigo, não sei se recomendaria a você ler isso. Acho que você deveria ficar com o filme mesmo. Aliás, isso só reforça a qualidade de Hudlin como roteirista de cinema. Leia por sua conta e risco.

Abraços do Quadrinheiro Véio.

 

 

Avengers Infinity War: Musical Tribute

Avengers Infinity War: Musical Tribute

Olha que impactante !

14 músicos se juntaram, de todos os cantos do mundo, e gravaram vários temas do Universo Cinematográfico da Marvel numa ação conjunta monstruosa.

O mais legal é que este ousado projeto traz o conhecido Geek Batera brasileiro Caio Gaona. Segundo ele: “– Foi um trampozaço reunir todos os Vingadores.

Note que pra isso acontecer, foi preciso que eles se juntassem pra combinar muitos detalhes e cada um gravando na sua casa ou estúdio, com qualidade de som e imagem muito boas e depois, um excelente trabalho de mixagem e edição foi necessário. É possível perceber todos os temas, limpos e com sensibilidade.

Acho que a internet serve muito pra isso. Ela diminui a distância do mundo e a arte faz algo maior ainda. Se a internet possibilita a produção, a arte motiva esta união.

E o resultado é o que você assiste aqui:

Viu só ? 

Na descrição do próprio vídeo tem os nomes e contatos de todos os músicos. Espero que tenhamos mais trabalhos como estes com esta galera, porque este primeiro já mostrou que a qualidade é parte importante do projeto. Estou emocionado. Realmente emocionado.

Se inscreva no canal do Caio Gaona também, aqui: https://www.youtube.com/user/caiogaona

Abraços do Quadrinheiro Véio !

 

Capitã Phasma – Star Wars: Jornada para Os Últimos Jedi

Capitã Phasma – Star Wars: Jornada para Os Últimos Jedi

Eu sou meio suspeito quando se fala sobre Star Wars. Acho que junto com quadrinhos, é a minha nerdice mais antiga, mais apaixonante e é meu único fã-clube. Faço parte do Conselho Jedi SP desde o comecinho em 1999, do CJRJ desde 1997. Como sempre gostei de Guerra nas Estrelas, o retorno dos filmes com a Special Edition foi mega especial. Se não houvesse esta remasterização não teríamos hoje tantas coisas boas, entre elas, Capitã Phasma.

E a Capitã Phasma é uma personagem muito curiosa. Vamos recapitular o que já vimos dela. Uma brevíssima aparição em The Force Awakens, em que ela e nada é a mesma coisa. Em seguida, apanha do Finn em The Last Jedi. Pra muita gente, eu inclusive, é uma personagem com mais fama de “fodona” do que realmente a gente pode conferir nos filmes. O visual dela é um dos mais legais e sua armadura reflete tiros de blaster. Muito legal mesmo. Mas, o que tem mais ? 

Universo Transmídia

Uma das características mais bacanas de Star Wars atualmente é que ela tem um conceito muito forte de transmídia. Ou seja, cinema, animações, livros, quadrinhos e jogos tem suas histórias entrelaçadas, cânones, e o que acontece em um influencia no outro. Tendo como principal guia o cinema, todo as outras mídias são por ela guiadas e direcionadas. Nisso temos coisas muito legais ( algumas até mais legais do que os próprios filmes ), e um universo imenso a ser explorado em torno da linha de acontecimentos principais, com os Skywalker, Rey e cia.

E neste contexto chegou pra mim Capitã Phasma 001. Uma mini-série em 4 partes que será publicada aqui no Brasil em 2 volumes. A HQ conta como a personagem escapou da destruição da Base Starkiller logo depois de fugir do compactador de lixo ao qual foi confinada por Finn e Chewie em O Despertar da Força. 

Ela descobre que havia um suposto espião na base, que teria auxiliado a resistência em seu ataque, e parte imediatamente em seu encalço, que a leva a um planeta alienígena bastante perigoso.

Capitã Phasma vale seu tempo ?

Vale. Mas não é nenhuma obra prima, nenhum graphic novel. É muito bom pra quem é fã de Guerra nas Estrelas e quer acompanhar o universo expandido e, além disso, seja fã da personagem como eu.  Eu gostei muito do que eu li. A roteirista Kelly Thompson procura respeitar a fama da personagem. Respeita sua patente e procura mostrar pra gente que a personagem é “tudo isso” e não apenas mais um Boba Fett. Existe esta brincadeira entre os fãs, de dizer que a personagem é a nova Boba Fett no sentido de que ela tem um visual, tem a fama, mas efetivamente não é mostrado nada e acaba caindo em um fosso… hahahah… comparação bobinha, mas que tem o seu sentido ( se você quiser que tenha ).

O traço é muito bom, tem muito movimento, profundidade e pra mim, o que eu mais gostei até hoje em termos de quadrinhos de Star Wars. O desenhista italiano Marco Checchetto tem personalidade no traço, enquanto faz lembrar dos bons tempos de Jinn Lee sem o excesso de rabiscos. Será que me fiz entender ? hahahahaha Gosto de desenhos sequenciais, sem ter a sensação de estar lendo uma sequencia de pôsteres. Checchetto desenha pra Marvel a algum tempo, já passado por Homem-Aranha, Vingadores e agora com Greg Rucka em Justiceiro. E Andres Mossa habilmente reforça a qualidade do desenho com um colorido cheio de luz e reflexo. Fazer uma armadura cromada em quadrinhos não é uma tarefa fácil.

Se estiver na dúvida, compre. Vale os R$ 8,70 na edição com capa cartonada e você não vai se arrepender. Se não achar na sua cidade, tem no site da Loja Panini.

Abraços do Quadrinheiro Véio.

Triunfo e Tormento – Doutor Estranho e Doutor Destino – oQV

Triunfo e Tormento – Doutor Estranho e Doutor Destino

Olá Quadrinheiro !

Lembro me muito bem quando a série Graphic Marvel começou aqui no Brasil. Era um pouco diferente das Graphic Novels que a gente tinha e era exclusivo da Marvel, e na número 5 veio Doutor Estranho e Doutor Destino: Triunfo e Tormento. Uma das HQ’s mais marcantes da minha vida.

Dor ? Dor é como o amor, como a paixão. É atributo de homens inferiores… o que é a dor para mim ?” 

Esta frase é um dos grandes momentos da revista. Aliás, é de uma época em que tinhamos grandes diálogos, grandes desafios. Uma época mais aventureira. Quando eu comprei a edição na banca em 1991, eu tenho a nítida recordação do impacto que foi ter acesso a algo com tamanha profundidade. Triunfo e Tormento é obra prima. É conceitualmente uma história que toca a sua alma. É mais do que apenas o Dr. Destino finalmente resgatando a alma de sua mãe. E o título é perfeitamente encaixado na história.

Doutores

A história é muito interessante. Tem todos os aspectos místicos que a gente espera de uma boa história sob o tema da magia. Curiosamente, foi meu primeiro contato com uma história do Dr. Destino mostrando seus poderes místicos e isso foi meio surreal. Como um cara com uma armadura super tecnológica pode também dominar o oposto natural ? Isso foi cativante, me deixou muito curioso.

E acho que é este um dos principais pontos de Triunfo e Tormento. A gente fica pegado, curioso. Começa com uma disputa sobre quem se tornaria o mago supremo da Terra. Spoiler: Sim, será o Dr. Estranho. Mas você já sabia disso. ( hehehe ) Esta história pega uma licença poética de mostrar o momento que o Dr. Estranho recebe o título. E além disso, de maneira muito competente, re-apresenta as origens de ambos os personagens sem ser forçado. É contextual, é bem inserido. É parte da história que está sendo contada, e não apenas uma lembrança ou referência.

Depois que se definem os vencedores da disputa do maior mago da Terra, os doutores partem pra dimensão de Mefisto e ali lutam pela alma da cigana mãe de Victor Von Doom. Tem tanto sentimento envolvido e é tudo tão bem encaixado, que ao final, quando é revelado que estava tudo planejado pelo Doutor, você percebe que tem sinais disso durante toda a história e ainda mais, a genialidade que o personagem esconde pra que possa andar livremente.

Tendo envolvido Mefisto, você já tem uma certeza: A história vai envolver muitas reflexões, muitos valores. E, claro, artimanhas. Mefisto é praticamente invencível, então só se vence ele através de suas próprias regras. É um dos maiores personagens da Marvel, não apenas em poder, mas em possibilidades metafóricas. Usar a encarnação do mal do universo como um ser gerado e nutrido pelo ódio é algo que simplesmente pode gerar grandes roteiros. E aqui temos uma das maiores e melhores histórias dele. 

Mas… quem ?

Roger Stern é o roteirista desta história. Ele tem esta característica mais cerebral, filosófica e questionadora. Conduz o roteiro com uma pitada de cinema e sabe deixar a gente entretido. Some a isso um dos maiores artistas de quadrinhos que eu já ví, Mike Mignola e você tem uma história absolutamente épica, visualmente incrível, com todas as ousadias possíveis em uma história que envolve magia e mundos imaginários. Mignola está entre meus prediletos. A primeira revista que li dele foi Odisséia Cósmica e foi apaixonante, tamanha diferença das demais publicações mensais. E ele consegue ir além em Triunfo e Tormento. Mark Badger pinta tudo de maneira sombria, uma pegada meio aquarelada, um dos primeiros trabalhos em HQs com o uso de gradientes, profundidade e uma sensibilidade estética muito bem cuidada.

 

Em 2013, a Panini relançou Triunfo e Tormento em capa dura, papel especial e tudo o mais. Então, você não precisa depender de scan online, pode procurar que encontra por aí nas melhores livrarias !

 

Pro fã de artes místicas, Doutor Estranho e Doutor Destino: Triunfo e Tormento é um deleite. Pra quem apenas curte uma boa história, tenho certeza que vai ficar perplexo. O final surpreende, ousa, e te deixa pensativo. Como uma boa Graphic Novel deve ser.

 

Abraços do Quadrinheiro Véio !

 

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